quarta-feira, 30 de abril de 2008

Agradecimento...



Esse post merecia ter como fundo musical “The Division Bell” e indo mais além, a introdução seria com HIGH HOPES (Pink Floyd – 1994).

Um anúncio no jornal pode não ter nenhuma importância para milhares de pessoas, mas um deles deu outro rumo na história de uma vida.

Há tantas coisas que definem momentos e pessoas. Já há algum tempo deixei de acreditar no bordão: a primeira impressão é a que fica.

Tem gente que não deixa só uma impressão. Tem gente que se tatua dentro da gente, na nossa alma, e que nada é capaz de apagar a marca que fica.

O cotidiano, a rotina, muitas vezes nos impede de dizer a essas pessoas o quanto elas são importantes, e como é bom te-las por perto.

Os dias não são iguais. Ainda bem!

Hoje é um dia especial. Dia de agradecer. Agradecer por uma vida que é sinônimo de inteligência e dedicação. De disciplina e seriedade. De caráter e de bem.

Alguém que realmente faz a diferença no companheirismo, na amizade sincera, na paciência, sem se prender no que é. Com disposição ímpar para ouvir e desejar o bem estar dos seus. Alguém de quem sou discípulo fiel, por quem sou grata de ser muito melhor que antes. Com quem aprendi e aprendo muito do que sei e sou.

Difícil encontrar predicados suficientes. Desejar a felicidade a alguém assim ainda não é o bastante. Impossível é não ter amor por uma pessoa dessas.

De qualquer maneira, fica aqui registrada minha homenagem. E mesmo que a vida nos afaste por um ou outro motivo, minha gratidão é permanente. Tem gente que ocupa um lugar perpétuo na nossa vida, e esse, já está mais que ocupado.

“O amor que vale a pena nessa vida dá a um coração sempre o direito de ser ele imperfeito e mesmo assim poder ser mais feliz!"

domingo, 27 de abril de 2008

Just a Prayer...



Something’s inside the soul and still looking for a right thing to do.

May I have the truth to be and see and say everything what I think and feel.

Some people couldn’t comprehend this right now, but these words just could be written this way.

I thought all is over. Maybe I couldn’t have the power to change all around me. I was wrong.

Live my life like a sweet prayer I woke up different today. Breathe happiness like I never felt before. Don’t know why, don’t know how, just enjoy this moment.

Some things are like a heaven gifts, but sometimes you don’t perceive this. We live our lives hiding ourselves all the time, trying to hide what we feeling, what we thinking just how we don’t deserve the better things. Why not?

Everything is possible. Don’t be afraid. Enjoy your freedom. Only you are the key to open yourself jail.

May God’s love be with us… Always!

sábado, 26 de abril de 2008

Avestruz ou Beija-Flor?



Quando alguém confia a você uma determinada situação de aflição, ainda que num desabafo é como se fosse um grito de socorro.

Deve ser porque a imparcialidade na situação talvez mostre um lado que aquele que a está vivendo não consiga enxergar, ou ainda, talvez não queira.

As pessoas são complexas. É necessária uma dose generosa de “simancol” (está em falta nas prateleiras das farmácias) para compreender e/ou respeitar as decisões, ainda que nos seja claríssimo o indício de sofrimento a vista.

Penso que tudo na vida e principalmente as emoções devam seguir um fluxo contínuo, fluirem mesmo. Na Psicologia, Psicanálise e tantas outras “Psi’s” e “logias” e terapias das mais diversas por aí, as emoções são associadas ao elemento água, fluido, aquele que preenche os espaços vazios sem se importar com barreiras. Mas isso nem sempre é positivo.

A palavra mágoa, por exemplo, deriva de “má água”, o que não é bom. Mágoas, ressentimentos (ressentir = sentir, viver outra vez), geram outras emoções associadas a atitudes que às vezes se tornam tão nocivas ao equilíbrio chegando ao ponto do descontrole.

No século XXI vivemos a onda do que é Fast (rápido): Fast Food, Fast Shop, Fast Emotion, Fast Way, Fast, Fast, Fast. Parece bom, mas como tudo, em excesso é péssimo.

Na busca por resolver coisas e problemas rapidamente, acabamos criando situações piores. A modernidade nos trouxe doenças silenciosas, nem sempre atreladas ao sofrimento físico. Tornamos-nos individualistas e solícitos demais ao mesmo tempo. Não toleramos nada que dê muito trabalho, afinal, já passamos mais de um terço do nosso tempo trabalhando nas empresas,pregados em nossas cadeiras, ouvindo chefe chato e fazendo o que muitas vezes não nos dá mais prazer.

Fast Shop. Tão mais rápido comprar assim. Poupo meu trabalho de ir a um lugar, poupo minha paciência de procurar vaga no estacionamento, de entrar numa loja e escolher um produto. Poupo meu prazer de admirar de perto, de tocar com as mãos e de verificar se aquilo vai ter mesmo a serventia que eu penso ter. Tudo ao meu alcance num click e pronto!

Lá vem o Fast de novo. Fast Food porque ninguém quer chegar cansado em casa e ainda ter de cozinhar. Dá muito trabalho, suja louça, demora. Então, para resolver o problema passo ou telefono para o delivery da lojinha dos arcos amarelos, da comida chinesa de caixinha, comida árabe ou ainda aquele pacotinho de macarrão instantâneo no armário irão salvar a minha vida. Tudo rápido, refinado, nem dá trabalho para fazer digestão, tanto que depois de duas ou três horas, lá vem a fome de novo. Tudo refinado, fácil.

A concepção de modernidade tornou as pessoas uma espécie de produto. Gente usável, gastável e descartável. Só te quero enquanto me servir, depois... lixo!

Com isso, encontramos cada vez mais gente preocupada com a embalagem e o que tem dentro, está mofado, contaminado ou o extremo e pior, vazio.
Melhor dar preferência ao que é integral. Nada de coisas refinadas. Os processos de integralidade são lentos, mas são duradouros. Dão trabalho, mas o resultado é sempre positivo e de bem-estar.

Compare um avestruz e um beija-flor. O avestruz se alimenta de qualquer coisa e rápido, até pedras pra ajudar na digestão dos lixos que come. Já o beija-flor, se alimenta pacientemente somente daquilo que lhe é benéfico, embora tenha muito trabalho em se manter parado no ar sugando o néctar das flores.

Prefira ser um beija-flor a um avestruz. Cuidado com o que é maior, mais rápido, mais vistoso e mais fácil.

Comodismo condena ao sofrimento, ainda que se tenha a sensação de alívio momentâneo.

Ouse ter coragem de mudar e vá se encontrar com aquilo que é a única coisa concreta que você tem e terá até seu último instante: VIDA!