quinta-feira, 1 de março de 2012

Falta "xis" na questão

Interrogação. Esse é o ponto.

Quantas vezes na vida nos encontramos diante de conflitos internos que se exteriorizam sem aviso prévio? Acredito que isso seja uma constante durante essa curta estadia na Terra.

Hoje olho os fatos como se assistisse a um vídeo e tento ver como alguém de fora, aquilo que acontece aqui dentro.

Sinto-me frágil. Sinto-me desconexa. Sinto-me fora de contexto e como disse alguém há poucos dias, meio ridícula.

É necessário saber interpretar certos sentidos e sentimentos. E essas coisas que vão ficando indigestas se fazem obrigatórias vomitar, e já!

Não preciso fazer papel de boa moça, mesmo porque não sou má também.

Também não sou normal e muito mais importante: não quero ser.

A ínfima parte que conhecem de mim não é capaz de dar ao que sou meu real significado.

Sou uma incógnita, todos somos.

Não espere de mim “migalhar” sorrisos e pedidos de amor. Mereço mais.

Porém, espere de mim a sinceridade ao amar, com todas as expressões de amor, se assim o merecer.

Meu sorriso fácil não significa consentir sempre, mas a abertura para o diálogo acima de tudo.

Acredito na capacidade infinita da demolição e reconstrução do ser. Não nascemos para vivermos presos naquilo que nos desagrada, como o peso de uma bola de ferro atada aos pés, nem tampouco em quem nos ancora.

Lembro-me de episódios em que foi necessário um grande sacrifício, seguido ou não de muita dor, para que a coragem de mudar viesse.

Já não quero mais que seja assim. Quando o óbvio aponta para o lado contrário do primeiro planejamento é necessário parar e mudar o rumo.Sofrimento edifica, mas não é preciso passar por ele para que a edificação aconteça.

É para isso e por isso que nos estabelecemos no rol dos animais racionais.

E antes que seja tarde,meia volta, volver!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O fim do princípio no princípio do fim!


Princípio. Essa foi a palavra de ordem durante anos e anos. Homem de princípio era aquele que preservava sua integridade em todos os aspectos e sua palavra valia mais que qualquer assinatura em papel e muito mais ainda que qualquer quantia em dinheiro. Dignidade não se compra.

A palavra princípio se desdobra e assume diversos contextos em nosso linguajar.Pode representar o começo,o início; pode representar a pessoa principiante:alguém que começa algo, aquela pessoa que inaugura um novo sonho, uma nova etapa.

Parece que o princípio está desgastado. A grande maioria das pessoas medíocres, não no sentido ignorante da palavra, mas os que realmente estão na média, esquecem-se de que o princípio é o alicerce.

Pais sem embasamento nos princípios criam filhos sem quaisquer noções do que isso representa.

Personalidade tem a ver com a individualidade, e acredito,por experiência própria de lar e família e religião, que princípio se aprende. É quase genético.

Por isso, não venha tentar fazer com que eu acredite que pessoas de princípio se expõem em um “reality show”. Não é crítica pura e simplesmente, é ponto de vista e liberdade de expressão.

Gente de princípio não aceita se entorpecer abertamente,não extravasa seus desejos sexuais ante a milhões de olhares naturalmente curiosos,pois curiosidade é característica natural entre os animais, e a humana, extrapola todos os níveis.

Lamento que isso perdure mais uma década,doze anos passam depressa, mas é muito tempo para um câncer social. Não adianta tornar explicita tanta revolta e indignação. Por que não criam uma lei para indenizar a quem é invadido com esse tipo de atrocidade cerebral? Sinto-me lesada,estupro acontece sim quando violentam nosso intelecto dessa forma. Se coubesse em meio a essa política frágil e estúpida alguma ação, certamente eu a moveria alegando danos morais, pois cada vez mais generalizam e desmoralizam uma parte da população que ainda vive de forma íntegra e limpa. Isso sem contar com a forma de subestimar nossa capacidade de pensar e discernir.

Infelizmente a “lei do dinheiro fácil” é imperativa. Com licença, tenho muito mais a fazer.

ACORDA BRASIL!!!!

sábado, 10 de setembro de 2011

Eu sei que vou te amar...


Num salto ofegante acordei com a lembrança do sonho ainda presa à minha pele. Impossível fazer a desconexão das sensações e dos sentimentos nele despertos. Tão nítido e tão real que quase poderia tocá-lo.

Durante horas sua voz ressoava em minha mente, como um chamado, um grito urgente .

Relutei sim, até não mais suportar minha própria resistência em saber o que talvez se passasse contigo ou...comigo.

No infinito minuto que se passou até eu digitar seu número de telefone, dez anos de um passado feliz me revisitaram.

Senti seu perfume, seu abraço, seu calor. Recebi seus afagos, deitei em seu colo e de repente:

- Alô!

Suor, taquicardia e um inevitável sorriso largo. Minha voz trêmula pergunta quem é só para ouvir de sua boca seu nome.

Como ainda desejo seu abraço.

Que alívio saber que está tudo bem, que bom saber que ainda estou em você como você está em mim.

Alguns minutos eternos de uma breve e cúmplice conversa foram suficientes para me certificar que o amor reina e sobrevive às adversidades e ao implacável tempo.

Que a palavra vale mais que qualquer contrato e que tudo o que foi dito permanece intocável.

Somos duas almas fundidas em um plano de admiração, respeito e amor recíprocos.

Nosso amor ultrapassará essa existência porque nasceu antes de nós.

Ainda que permaneçamos assim fisicamente distantes, haverá o dia em que tudo estará a nosso favor e nossa promessa se cumprirá:

Na saúde, na doença, na juventude ou na velhice, na riqueza ou na pobreza, não importa o que aconteça.

Eu sei que vou te amar...por toda a minha vida!