terça-feira, 11 de maio de 2010

Questão de Amor... Próprio

A vida é um estado de contemplação ininterrupto.

Tenho olhado mais para o espelho e para tudo o que pode refletir imagens, inclusive para as pessoas.

Tenho visto tanta gente que passa correndo sabe-se lá Deus pra onde, mas que se observa a todo instante no vidro dos carros, vitrines,qualquer coisa que reflita um pedacinho do corpo... Ah... o corpo.

A mulher sem exceção, perde mais tempo ajeitando a roupa,o cabelo,o cinto, a blusa,retocando o batom, a raiz,o perfume... e etc,na tentativa de ser mais atraente... Sem meias palavras:mais gostosa.

Em pleno século XXI os papéis se inveteram: hoje a mulher é mais caçadora do que caça. Para chamar a atenção vale pagar o preço da exposição sem limites. É certo que isso também se deve à evolução pessoal, onde "elas" têm atuação ascendente em todos os segmentos da sociedade e salvo raras exceções, "a Amélia" de Ataulfo Alves e Mário Lago está cada vez mais em extinção.

Não há mal algum em desejar estar melhor pessoal e fisicamente. Isso é altamente positivo se partirmos do princípio salutar.

O que me intriga é que a sociedade de modo geral "cobra" da mulher um esteriótipo que se torna fator de exclusão e  preconceito.

Ser linda parece que é mais importante que ser inteligente. Ótimo seria se todas pudessem ser as duas coisas.

Vemos sim mulheres lindas e inteligentes,bem sucedidas, porém sem a valorização que merecem, TALVEZ PORQUE NÃO TENHAM NENHUMA FRUTA QUE LHES SIRVA COMO REFERÊNCIA.

Também vemos gente inteligente demais, nem sempre favorecida fisicamente e que NÃO SÃO RECONHECIDAS PELOS SEUS TALENTOS INTELECTUAIS PORQUE "NÃO FOTOGRAFAM BEM".

Em virtude disso tudo o que eu vejo, escuto e leio e por sentir tanto amor por mim como sou, meu lema é:

Vale mais exercitar o cérebro para evitar "Alzheimer" e permanecer no anonimato, a submeter-se ao exercício exaustivo para avolumar o glúteo e resumir a vida em fotografar de costas para ter quinze minutos de fama.

Um comentário:

O Profeta disse...

Hoje ofereci as cores da minha paleta
A uma amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor

Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas


Doce beijo