segunda-feira, 9 de junho de 2008

" GRAMATICAMANDO"


Criança em idade escolar acha tudo um saco. Mal sabemos que naqueles momentos que tudo parece uma chatice sem fim, estamos tomando contato com aquilo que vai dar direção às nossas vidas na idade adulta.

A princípio somos indivíduos, mas não somos apenas um como pensamos.

Quando era criança, ficava brincando com as palavras tentando assimilar o que era singular ou plural. Singular era tudo aquilo que se classificava como único e o plural o que significava mais de um.

Uma grande confusão, pois tem coisa que mesmo sendo um é plural (ortograficamente): ônibus, lápis, dentre outras coisas. Uma LISTA de regras mostrando que também têm exceções.

Com o passar dos anos, a compreensão se torna mais simplificada. Ao longo da vida, vamos-nos “pluralizando” nas pessoas e elas em nós.

Há momentos em que a singularidade se ausenta por completo e já não é possível saber onde acaba um e começa o outro, tamanha é a sintonia e afinidade.

Parece que o outro ouve seu pensamento ou você ao dele.

Para estas leis é melhor que não se apliquem as regras. A vida se encarrega de seguir seu fluxo infalível, indelével e inefável.

Enquanto isso permanece em mim a emoção singular desse sentimento plural. Experiência inexata que explica o que existe neste momento. Uma junção dos sinônimos que aprendi e dos verbos emocionais que conjugo nas atitudes cotidianas.

Amar é arte. Não tem tempo, espaço ou limite. Permite-se ser expresso em qualquer formato, e por isso tomo emprestada a composição que segue, justificando a razão de estarmos todos aqui, acertando e errando, entretanto, amando sempre.


Tudo Bem ( Lulu Santos )
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem, tudo bem.

Um comentário:

Cultura Malcriada - disse...

Olá Fernanda!!!

Passei aqui pra retribuir sua visita e olha só o que vejo!!! Poxa... demais o título (e o conteúdo) do blog!

Bem legal tb o jeito que você escreve... além de explorar um ponto de vista diferente, passa uma sensação de proximidade ou algo do tipo!

Parabéns!